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Presságios que o World of Warcraft está perto do fim fazem parte da história do jogo. No entanto uma coisa parece certa: ultimamente o universo de WOW tem tido mais erros que acertos (ao menos na minha visão e na visão de muita gente que converso). Podemos dizer que é uma desilusão? Vamos falar um pouco sobre isso.

Fala galera, como vocês estão? Espero que esteja tudo bem!
O meu texto passado gerou algumas discussões bem bacanas (estou falando daqueles que se dignaram a conversar sobre a temática e não os que simplesmente me xingaram) na página do Facebook do BarraDois, mas algumas coisas me chamaram a atenção. Por eu “criticar”, de certa forma, o Clássico, muita gente associou que eu era defensor ferrenho de Battle for Azeroth ou das expansões mais atuais de World of Warcraft. Não podiam estar mais errados! Sou um fã incondicional de World of Warcraft, tanto do jogo, como do universo. Talvez, por ter essa idolatria, é que eu quero que as expansões sejam perfeitas, por mais utópico que isso possa ser. É sabido que é impossível agradar gregos e troianos, ou seja, o que é ruim para mim, é bom para outras pessoas e vice-versa. Como isto é uma coluna opinativa, vou deixar aqui a minha opinião a respeito do que eu tenho sentido sobre as duas últimas expansões de World of Warcraft. Sinta-se à vontade para discordar, questionar e debater (sempre com educação). Portanto, vamos começar, obviamente, por Legion

Anúncio de Legion

Legion foi anunciada na Gamescom de 2015. Com o trailer de revelação (que é diferente do trailer cinemático) pudemos finalmente ver o que seriam as Broken Isles (Ilhas Partidas), algo que era bem antigo e bem esperado na Lore do Universo de WOW.

Imagens de Val’sharah no Trailer de Revelação de Legion

Além do mais, no trailer de revelação também foram reveladas as Armas Artefato, os Order Halls (Salões de Classe), Demon Hunters (Caçadores de Demônios) e outras características da expansão. O hype foi gigantesco (como sempre, pois a Blizzard é perita em deixar o hype lá em cima). Mesmo após o fiasco de Warlords Of Draenor, aliado ao fato da Blizzard ter recorrido ao retorno de outra personagem supostamente fora de equação, (quem não se recorda dos memes de “em caso de emergência quebre o vidro” com a imagem do Illidan lá atrás) a expectativa foi bem grande.
Quando o trailer da expansão saiu, no dia 06 de Novembro de 2015, na BlizzCon 2015, o hype subiu mais ainda. O foco em Varian e Sylvanas se ajudando deixou todo mundo na expectativa de algo grandioso.
O resto nós já sabemos: Varian teve uma morte digna de um guerreiro no começo da expansão: morreu contra um personagem forte da Lore, após estar em desvantagem numérica e num ato de coragem. Já Vol’jin (o então Warchief da Horda) teve uma morte imbecil, que agora em Battle for Azeroth eles tentam explicar de qualquer jeito. Não à toa que na época, a morte de Vol’jin virou piada (e continua sendo até os dias de hoje).

Começo de Legion

Tirando o fato de Vol’jin morrer para um random trash mob, o começo de Legion foi bom. Finalmente estávamos nas Ilhas Partidas e os territórios tiveram uma Lore bem interessante, principalmente Suramar (apesar de no começo ser um porre fazer toda a questline lá). O sistema de leveling achei fácil e acessível (que depois com as catch-up mechanics, como as invasões da Legião se tornou mais fácil ainda) e isso é bom. Antes que me tachem de imediatista, vou explicar: o primeiro personagem de cada expansão eu faço rush (em Battle for Azeroth eu fui das primeiras pessoas a pegar level 120 aqui no Brasil), o segundo personagem que eu up bem devagar para ler tudo melhor e os outros personagem eu faço rush também.
O retorno da identidade de classe foi muito positivo. Armas Artefato vieram dar um acréscimo de Lore bom (mas com pontos negativos, que já vou citar mais à frente neste texto), o gear era bem alusivo à Classe e o sistema de Order Hall (Salão de Classe) foi uma novidade muito boa (aparentemente). Uma HUB para pessoas da mesma classe, com missões alusivas à Lore da classe… A princípio, os Order Hall, tinham sido das coisas que eu mais tinha gostado em Legion.

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Menu de Upgrade das Armas Artefato

No entanto, teve seus defeitos. O sistema de Order Hall e das Armas Artefato eram interessantes, mas acho que a Blizzard começou a perder a mão aí. Basicamente o jogador se tornava o chefe da sua Classe in-lore. Isso nunca havia sido tão explicito como foi em Legion e acho que foi isso que me chocou mais ainda. Do nada você estava fazendo uns trabalhos para um pessoal e, “de repente”, você era o Arquidruida, o Arauto da Luz, o Clarividente… Isso, aliado com o fato de você empunhar armas que eram verdadeiras lendas, como a Crematória (Paladino Retribuição), o Cetro de Sargeras (Bruxo Destruição), ou até mesmo a arma de um Lorde Elemental, como a Sharas’dal, o Cetro das Marés (Xamã Restauração), tornaram o seu personagem um pouco OP (overpowered) demais. Eu vou me alongar um pouco mais nesta questão mais adiante.
Outra coisa que eu verdadeiramente odiei em Legion foi a questão dos lendários. Qualquer coisa que você fazia dava um lendário e isso tirou toda a essência à palavra lendário. Normalmente, para você pegar algo lendário, era necessário esforço, dedicação, uma história bacana que precedia tudo isso. Quem não lembra do farm para a Thunderfury (Tormentária) ou para a Sulfuras? Ou até mesmo a questline bacana (mas demorada até mesmo nos dias de hoje) que teve a Shadowmourne (Lamento Sombrio)? E outras armas, que sequer eram lendárias, mas que tinham uma Lore e uma dificuldade tremenda em ter, como a Corrupted Ashbringer (Crematório Corrompida) ou a Benediction/Anathem (Benção/Anátema)? Quem tinha essas armas era respeitado e tinha que ser alguém bem dedicado, mesmo após algumas expansões. Em Legion, para você ganhar um item lendário, bastava matar um mob e ter sorte. Eu me pego como exemplo: mesmo antes de lançarem o vendor de lendários (sim, teve isso… estão entendendo aonde eu quero chegar?) eu já tinha todos os lendários de Xamã e Guerreiro… Sem fazer quase nenhum conteúdo de Raid! O pior de tudo é que esses itens lendários tinham um nome ou um flavour text (aquele pequeno texto no final da descrição dos stats do item) que reforçavam toda a Lore do mesmo. Por exemplo, os Paladinos tinham a chance de usar nada mais, nada menos que a “mão” de Tyr, que foi forjada após o seu embate contra Galakrond; os Druidas podiam usar uma ombreira que, pelo texto, pertenceu a Aman’thul (um titã). Se ainda tivesse uma Lore por trás para embasar essa história, era mais fácil de descer. Uma pequena questline, igual você tinha para pegar uma Arma Artefato, seria o suficiente para dar um pequeno embasamento. Mas não teve nada disso, não tinha Lore nenhuma: você simplesmente achava esses itens num baú por aí pelo mundo ou no estômago de um cervo selvagem de Altamontanha (sim, porque comer uma ombreira inteira faz parte da dieta de animais silvestres de Azeroth).

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Lendários de Legion

Você era dono da sua Classe, tinha o banco lotado de itens Lendários (um para cada slot de gear que você podia usar), com uma Arma Artefato que tinha um poder inimaginável… Tudo isso se tornou insustentável passado um tempo. Você ver seu personagem ficando forte é legal, mas tem que ter limites para isso. E em Legion isso não aconteceu. A Blizzard perdeu a mão aí, mas já era tarde demais. Agora você tinha que ficar extremamente OP e, pelo que pareceu nos patches seguintes, é que a história foi desenvolvida a partir disso.

Personagens Importantes tendo passagens repentinas

Com esse poder excessivo nas mãos dos jogadores, a Lore do jogo teve que (tentar) acompanhar a ideia. Não à toa, acho que Legion foi uma das expansões que mais personagens importantes defrontamos em Raid. É óbvio que queremos defrontar personagens fortes e impactantes da Lore, mas num contexto fidedigno e não na base do “acaso”. Infelizmente, Legion confiou muito na música “Epitáfio” dos Titãs e pensou que o acaso ia lhe proteger.
No Pesadelo Esmeralda nós defrontamos Xavius, bem como algumas manifestações do Pesadelo de personagens importantes, como Ursoc, os Dragões e até mesmo Cenarius. Mas aí eram “apenas” manifestações.
No Baluarte ainda se manteve alguma coerência, apesar de um “errinho” ali no meio. Finalmente derrotamos Gul’dan e defrontamos também Elisande (que foi sendo muito bem construída e aprofundada durante a expansão). Agora falemos do erro: Tichondrius (Taecondrius). O erro não foi defrontar um dos Senhores do Medo – o erro foi como ele foi lá parar e o fato dele não ter sido nada mais, nada menos que um bossfiller”, sem aprofundamento nenhum dentro da expansão. Para os mais distraídos, Tichondrius era o líder dos Nathrezim, que foi incumbido de tomar conta do Lich King (na época, Ner’zhul), participou de eventos como a destruição de Quel’thalas, cerco de Dalaran e ainda foi nomeado líder do Flagelo por um tempo. Sem explicação nenhum durante a expansão, ele volta e vira boss (e na mesma velocidade que ele veio, ele se foi). Mas o pior ainda estava por vir, segura a emoção aí.
Na Raid Tumba de Sargeras, nós defrontamos o Avatar de Sargeras (que até agora era um “mito”, mas também era a primeira vez que adentrávamos a sua Tumba, então dá para aliviar para a Blizzard aqui). Como se isso não bastasse e uma vez mais sem explicação aparente, nós defrontamos Kil’jaeden numa “nave espacial” no meio do Nether. Sim, Kil’jaeden, um dos tenentes de Sargeras, irmão de Velen, criador do Flagelo e do Lich King. Repito: o problema não é defrontar um ser poderoso, não me entendam mal – o problema é defrontar algo tão poderoso sem qualquer justificação cabível. Derrotar Kil’jaeden é sempre bom (já o havíamos defrontado no Platô da Nascente do Sol, na expansão The Burning Crusade), mas aí teve toda um explicação bem construída por trás. Em Tumba de Sargeras não teve nada disso… A Blizzard poderia ter feito esse argumento um pouco mais trabalhado, justificando assim o porquê dos heróis defrontarem um dos tenentes de Sargeras. Não era difícil, afinal ele era um tenente da Legião e nós estávamos em busca de derrotar esse nêmesis de Azeroth. Mas não teve embasamento dentro do game e da Lore para o seu retorno. Ele simplesmente aparece e nós simplesmente o derrotamos.

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Cinemática após derrotar Kil’jaeden na Tumba de Sargeras

Um erro chamado Argus

Sumariamente este foi o grande problema da expansão. Além de todo o gear absurdo que tínhamos à nossa disposição e sermos os donos das nossas Classes, em Argus conseguimos aliados importantes como uma “espaço-nave” capaz de destruir praticamente qualquer coisa chamada Vindicaar (e isto é de extrema importância para a minha argumentação – que vai continuar na próxima semana) e uma “raça” de seres forjados pela própria Luz de um Naaru. Isto tudo no seio do planeta Argus, o berço dos demônios da Legião. O que já estava OP se tornou mais OP ainda. E o que estava errado, se tornou mais errado ainda.
Além da Blizzard ter perdido a mão no poder que ela “deu” ao nosso personagem, ela não podia “descer” o nível dos inimigos. Se a gente defrontou um dos tenentes de Sargeras na Raid anterior, o boss final tinha que ser algo mais poderoso que isso – nem que para isso eles tivessem que deixar a Lore que haviam escrito meses antes para a série de livros Chronicles.

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Livro Chronicles Volume 3

Em todos Chronicles era salientada a Alma-Mundo de Azertoh e a sua importância para o poder do planeta em si. No Chronicles 2, cujo foco foi Draenor, a Blizzard chegou a fazer um comparativo entre a Alma-Mundo de Azeroth e a inexistência de uma Alma-Mundo em Draenor, dando embasamento para muitos detalhes. No entanto nada foi citado sobre a existência (ou não existência) de uma Alma-Mundo em Argus nos Chronicles (e lembrando que Argus foi citada várias vezes, nos três volumes da série Chronicles – mas zero menções a uma Alma-Mundo). Foi aí onde a Blizzard aproveitou para tentar dar coerência para o boss final da expansão: dar uma Alma-Mundo a Argus, “do nada”. A Alma-Mundo de Argus estava corrompida e a nossa missão era defrontar essa Alma-Mundo. É… basicamente nós temos que defrontar um planeta. Fora isso, também defrontamos Aggramar (um outro titã), auxiliamos Eonar (outro titã), derrotamos também Varimathras (Varimatras – outro Senhor do Medo) que apareceu de paraquedas na Raid igual o “irmão” dele, Tichondrius, apareceu no Baluarte.
As inconsistências e as constantes desculpas esfarrapadas deixaram os amantes de Lore (como eu) bem frustrados. Num simples patch a gente invadiu um planeta mítico, que teria tudo para ser imponente e impactante (e virou um naco de território dividido em 3). Além do terreno Argus ter deixado muito a desejar, Antorus foi um local entupido de coisas tremendamente fortes e, muitas delas, entupidas de inconsistências (como vimos Argus tendo uma Alma-Mundo ou Varimathras perdido lá no meio).

Na minha opinião, Argus tinha Lore (explorada e não explorada ainda) suficiente para ter uma própria expansão ou pelos menos para se estender por mais que um patch. O “pace” da Lore de Legion foi acelerando de uma forma abismal, similar ao que tínhamos visto em WOD (mas sem tantos cortes de conteúdo) e chegou no pináculo de destruirmos a Legião em um Patch, praticamente. Esse foi um dos motivos por eu ter medo de ver Azshara, que é um personagem tão importante, aparecendo como um boss no meio de uma expansão (eu cheguei a falar sobre isso neste artigo aqui). Espero que a Blizzard tenha aprendido com os erros e não torne a Lore de Azshara (in-game) tão passageira quando a Lore de Argus.

O final da Expansão

Uma hora esse excesso de poder tinha que ir embora, mas isso não seria algo fácil de se fazer. Depois de derrotarmos Argus, em Antorus, o Panteão surge e captura o seu irmão corrompido: o Titã Negro, Sargeras. No meio de tanta decepção, uma coisa boa aconteceu: Illidan teve o destino que sempre mereceu. No começo confesso que fiquei chateado por não termos defrontado fisicamente Sargeras (porra, já que tínhamos batido em meio mundo, me deixa bater pelo menos no chefão, né?). Mas isso com o tempo foi perdendo força e agora o final de Antorus foi das coisas que mais gostei na expansão. Illidan teve uma construção muito boa na expansão (e fora dela, com o livro Illidan, disponível para compra na Saraiva, totalmente em português) e o seu final teve contornos épicos. Ele, que havia sido perseguido, agora era o perseguidor. Ele que havia sido feito prisioneiro por milênios, era agora o carcereiro. Ele que havia buscado vingança por tantos anos, agora podia se deliciar com o prato que se come frio.

Mas o problema eram os nossos personagens. Tínhamos batido de igual para igual (praticamente) contra Titãs, tínhamos acabado com a ameaça da Legião, éramos os chefes da nossa Classe, possuíamos armas e equipamentos lendários… O que seria do World of Warcraft depois disso? Porque seguindo uma lógica de escalonamento, os próximos inimigos tinham que ser tão ou mais fortes que uma Alma-Mundo torturada por milênios. Então um downgrade (oposto de upgrade, ou seja, regredir) no nosso personagem era necessário. Antes de Sargeras ser efetivamente aprisionado ele deixou uma lembrancinha para nós: sua espada, também conhecida por Gorribal, fincada no meio de Silithus.

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Gorribal, a espada de Sargeras, no meio do deserto de Silithus

Do mesmo jeito que Sargeras era corrompido, sua espada também o era. Então os heróis de Azeroth tiveram que utilizar suas Armas Artefato para tentar estancar essa corrupção que se alastrava por Azeroth. Essa foi a desculpa para nos desfazermos das nossas Armas Artefato. Ao fazermos isso, as Armas perderam o seu poder, ou seja, a Crematória ou o Martelo da Perdição passaram a ser Armas “comuns”, apenas com uma história passada mas que agora não servia “para nada”.
Outra coisa estúpida é que a Mão de Tyr, por exemplo, virou algo obsoleto e que, subitamente, após o nível 115 (ou 116, nem lembro) perde o poder. Ou seja, a “mão” dele foi encontrada no estômago de um cervo em Altamontanha, te deu poder para detonar a Legião e, do nada, perde o efeito… Qual o sentido disso? Qual a lógica por trás disso?
Vocês podem até alegar: “nossa, mas todo o gear é “reciclado” no WOW”. Sim, é. Mas não precisava transformar cerca de 20 “lendários” por classe em pesos para papéis. Minha discussão aqui não é o fato de termos que trocar de gear, mas sim da Blizzard ter dado importância demais, em exagero, ao gear que utilizamos em Legion e que, como é óbvio, no começo de uma nova expansão, iria ser colocado de lado.

Existem outros erros e problemas que foram impactantes, como o excesso de RNG, o farm excessivo de Artifact Power (Poder de Artefato), o Netherlight Crucible (Crisol), entre outros. Eu vou falar deles no próximo capítulo, quando falar dos erros de Battle for Azeroth (porque a Blizzard não aprende com os erros e deixou coisa errada do Legion passar para o Battle for Azeroth).

Por fim, e como nem tudo é para se lamentar, Legion teve muitos acertos que merecem sim serem mencionados neste artigo tão deprimente.

Os acertos de Legion

  • Míticas +: Felizmente essa modalidade persiste até hoje e espero que se mantenha por muito e muito tempo. Míticas+ são desafiadoras, dinâmicas (cada semana, com a mudança dos affixes, temos estratégias diferentes), o grupo é menor por isso é mais fácil de arrumar pessoas do que uma Raid por exemplo e o rewarding é relativamente justo (claro que tem o RNG lá no meio para ferrar com a gente). Sem dúvida alguma, foi o melhor acerto da Blizzard em Legion e eu aplaudo isto de pé;
  • Challenge Mode: Mage Tower (Torre dos Magos): O exemplo perfeito que existem recompensas por fazer algo exigente que podem durar por mais que uma expansão. Esperamos que algo semelhante seja introduzido em Battle for Azeroth (o que eu duvido);
  • Identidade de Classe: Apesar dos exageros, o Order Hall (Salão de Classe), no tocante a imersão do seu personagem e da classe dele, foi muito bom. Quests especificas para cada classe (coisa que não víamos desde o Cataclysm praticamente), alguns crossovers entre as Campanhas de Classes (como por exemplo as campanhas de Sacerdote e Paladino) e o próprio local de cada Order Hall, trouxeram personalidade e ambientação à sua classe, fazendo você se sentir especial por jogar essa classe específica. Hoje, em Battle for Azeroth, nem o gear tem uma identidade: é tudo igual para todo mundo. Em Legion, além do gear ter identidade e as quests serem temáticas, teve as montarias de classe que também foi algo bem bacana;
  • Aplicativo WOW Companion App: Houve muito burburinho após a Blizzard retirar a Casa de Leilões do seu aplicativo Armory. Eu, por exemplo, fazia muito dinheiro utilizando esse aplicativo. Desde Warlords of Draenor que a Blizzard entrou com a mecânica de followers e de missões remotas. No WoD tínhamos os nossos soldados que recrutávamos na Guarnição (e o porto para fazer as Missões Navais), no Legion ganhamos os Salões de Classe, nos quais tínhamos os nossos seguidores que podiam fazer missões para nós e agora em BfA também temos os seguidores. Mas foi a partir do Legion que o Companion App surgiu. Com ele, não precisamos estar no computador para enviar esses followers para uma missão: podemos fazer isso pelo nosso smarthphone. Mesmo sem ter a oportunidade de mexer na Casa de Leilões remotamente, temos a oportunidade de enviar nossos followers em missões para ganhar recursos e gold. Achei bem legal, mas o aplicativo em si ainda pode ser melhorado.

Mas agora eu quero saber de vocês: o que vocês acharam de Legion? Foi uma boa expansão? Quais os maiores acertos dela e o que você mudaria se pudesse? Vai lá na nossa página do Facebook e me responda a estas questões!