Escolha uma Página

Fala meus queridos, como vocês estão? Depois desta ausência programada estou pronto para estrear a minha Crônica nesta segunda fase do BarraDois! Espero que vocês estejam tão ansiosos quanto eu, pois esta nova fase promete vir com mais qualidade e organização ainda!

O meu texto de hoje vai ser um pouco agressivo porque acordei com um péssimo humor e com dor de cabeça – me perdoem os mais sensíveis. Hoje vou falar sobre as novidades que foram reveladas na semana passada. Entre essas novidades, tivemos a notícia de uma edição comemorativa dos 15 anos de World of Warcraft, o anúncio da recompensa por completar o evento de celebração dos 15 anos de World of Warcraft, o anúncio oficial do launch dos servidores Clássicos (bem como a atribuição de algumas beta keys) e o lançamento na nova cinemática chamada Safe Haven (Porto Seguro, em português). Se preparem para algumas opiniões mais fortes e contundentes… nada que vocês já estejam acostumados vindo de mim.

Mas vamos por partes; primeiro vamos falar da Edição de Colecionador comemorativa.

Edição de Colecionador? Vou compr… Esgotou.

No passado dia 14 de Maio a Blizzard anunciou, através de um Blue Post, o lançamento de uma Edição de Colecionador exclusiva, com o intuito de comemorar os 15 anos do lançamento de World of Warcraft. Essa edição conta com uma estátua do Ragnaros, um mousepad com o mapa de Azeroth, duas montarias, 30 dias de game time, um pin da Onyxia e algumas impressões em alta qualidade. Essa Edição ficou à venda pelo site oficial da Blizzard e esgotou em poucas horas (não existem informações se haverá mais stock).

Edição comemorativa de 15 anos de World of Warcraft

Infelizmente essa CE (Collector’s Edition) não teve lançamento aqui no Brasil, como tem sido hábito. Desde Mists of Pandaria (se não me engano) que as Edições de Colecionador de WOW (em formato físico) não são vendidas diretamente por retailers aqui no Brasil, o que obriga aos fãs a ter que encomendar do exterior. Isso é extremamente triste, pois a nossa moeda é fraca (tendo em conta o dólar – o que faz aumentar o custo no ato da conversão), além de que os custos de importação para o Brasil são altíssimos. Fui cotar para importar a Edição de Colecionador de Battle for Azeroth para o Brasil, para eu poder ter os livros, e os valores chegaram aos R$900,00. Sim amigos, novecentos reais. Novecentos Reais! Um salário mínimo para ter uma Edição de Colecionador de um joguinho. Triste, mas real.
Como eu tenho muito amor ao dinheiro e contas para pagar, obviamente não comprei, mas fiquei extremamente triste pois era algo que queria muito. Essa importação se torna ainda mais difícil para aqueles que não têm cartão de crédito internacional. O método de boleto não existe no exterior, restando praticamente apenas o PayPal. É mais que óbvio que o mercado brasileiro não é atrativo para a Blizzard e nisso eu não discordo. No entanto, a Blizzard Brasil tem CNPJ aberto aqui no Brasil, então o que custava à filial brasileira pedir uma ou duas centenas de CEs para os fãs mais ávidos? Vamos rever essa política aí Blizzard, minha linda? <3

Montar num Aspecto

Não, o título não é o decoy. É triste mesmo. Eu pensava que era zoeira, mas não é.
Depois do OP que o nosso personagem ficou em Legion, eu achava que nada mais era impossível. Armas Artefato com lores e poderes que precedem a “humanidade” em Azeroth, itens lendários dignos de lendas dropando de um lobo aleatório em Stormheim, você ser o gerente-geral da sua Classe, entre tantas outras coisas já me pareciam ser fortes (e absurdas) o suficiente para a Blizzard entender que foram longe demais. Mas como a Blizzard tem adorado surpreender tudo e todos (e não pela positiva), o que ela decidiu se perguntar?

“E se uma pessoa randômica pudesse montar no Deathwing (Asa da Morte)?”.

Pois é. E isso foi feito. Não que a ideia, por si só, seja péssima (que, por acaso, é)… Mas alguém aprovar essa ideia torna tudo ainda pior. Aonde esses caras estão com a cabeça?
Mas pronto, trazendo a “novidade” para vocês: Você poderá “montar no Deathwing”. Ponto final. Claro, não é o Deathwing propriamente dito, mas sim uma montaria com o mesmo modelo que o Aspecto da Terra. Vocês entenderam onde eu quero chegar.

“Deathwing” como montaria

Ridículo? Eu sei. Mas fazer o quê? “Ah mas o modelo é bonito”. É bonito sim, não disse que não era. Mas qual a lógica por trás disso? É uma tentativa desesperada da Blizzard tentar trazer mais uns fãs para dar resub lá por Outubro/Novembro, quando todo mundo estiver cansado do 8.2 (e cansado do Clássico – que já vou falar dele no próximo ponto). Financeiramente falando, faz todo o sentido e temos que ter noção que a Blizzard é uma empresa, não uma ONG. Mas precisa arrombar (mais ainda) a lore para trazer resubs? Poxa, Blizzard, me ajuda a te ajudar né?
Mas basicamente, o que você vai ver em Orgrimmar/Ventobravo (se bem que o pessoal de Ventobravo curte umas montarias mais coloridas e equinas) daqui a uns meses é uma resma de galera level 20 montando num Aspecto.

Em relação ao que se deve fazer para ganhar a “Montaspeto”, a titia Blizz não deu muitos detalhes. Apenas disse que vai ser baseado no evento de 10 anos, no qual tivemos que farmar Molten Core (Núcleo Derretido) nivelado para o nosso level na época. Uma ótima receita para quem quiser criar uma úlcera nervosa no intestino (ou estômago). Imagina se a Blizzard decidir fazer Dragon Soul (Alma Dragônica) nivelada? Os wipes na Spine (Espinhaço) vão ser dignos de louvar.

PS: Blizzard, já que é para cagar na Lore, por favor lança as Rédeas do Garrosh Surfante. Toda a vez que a montaria entrar na água, o Garrosh muda o estilo de nado. Se é para ser nonsense, sejamos non-sense com estilo e, ao mesmo tempo, didáticos. Obrigado.

O Vanilla é que era bom! – Enzo, 12 anos

Frase de efeito que você lê/escuta em qualquer discussão sobre a atualidade do WOW. Normalmente essa frase é dita por quem nunca jogou o Vanilla, mas isso é um mero detalhe. A Blizzard aproveitou o espírito das novidades e anunciou o lançamento oficial dos servidores Clássicos. A data escolhida foi dia 27 de Agosto de 2019, algumas beta keys já foram enviadas e o Clássico tem sido um grande sucesso em plataformas de streaming, como a Twitch.

Imagem de anúncio dos servidores Clássicos oficiais

Além dessas beta keys permitirem que a Blizzard faça aquela propaganda básica “de graça”, as keys também são interessantes para a gente poder conhecer o jogo e ver que, mesmo passado 15 anos, pessoas confundem mecânicas com bugs (esquecendo que o tal jogo saiu há 15 anos atrás). Alguns relatos de bugs chegaram na Blizzard e a empresa teve que lançar um Blue Post intitulado “Lista “Não é um Bug”” para a galera acalmar um pouco e pensar duas vezes antes de jogar o Classic (ou para, pelo menos, entenderem que o Clássico não era tudo isso).
Eu adoro o World of Warcraft, mas temos que analisar o Clássico com frieza e colocar um pouco a emoção, a nostalgia e o amor de lado.

  • Tempos mudam. O jogo, como disse, saiu há 15 anos atrás. O Mundo ali era diferente. Smartphone era sonho, internet era lenta para dedéu, acesso a informação não era tão imediato como agora… Hoje em dia o imediatismo reina. As pessoas não têm tanta paciência para ficar em voltas na mesma coisa, sem progressão. E o Vanilla era meio que isso: um grind infinito, digno de RPG asiático.
  • Os fãs hardcore. Sim, o Vanilla tem uma fanbase sólida. No entanto, além dos jogos mudarem, as pessoas também mudam. Vou me usar como exemplo. Eu não joguei o Vanilla, mas na época que ele lançou eu tinha 14/15 anos. Final do ensino médio, sem muita responsabilidade, tempo livre de sobra, PC no quarto, papai e mamãe ajudavam em tudo, ou seja, receita perfeita para eu poder perder metade da minha vida num jogo. Hoje em dia, esse mesmo rapaz tem 28 para 29 anos, trabalha, paga suas contas, tem suas responsabilidades e tempo livre é algo tão raro quanto o Time-Lost Proto Drake. Por mais que eu (ou outra pessoa em situação parecida com a minha) seja fã do Vanilla, eu não vou conseguir jogar de forma tão extensiva quanto jogava na minha juventude. Ao mesmo tempo que a fanbase envelheceu e ganhou responsabilidades na “vida real”, os mais novos não vão querer saber de jogos com “gráficos ruins” (que é uma péssima desculpa para não se jogar um jogo, mas a Geração Enzo e Valentina tem essa síndrome aí) e com um grind ostensivo (como eu já demonstrei);
  • Mas o pessoal está hypado! Sim, igual o pessoal teve hype quando saiu o Apex Legends, por exemplo. Claro que tem diferenças: o Vanilla é algo nostálgico e que já tem um grupo de fãs estabelecido – o Apex Legends (por exemplo) era uma novidade. Mas tendo em conta os outros detalhes que eu já citei, juntem isso ao hype momentâneo de qualquer novidade (e, querendo ou não, o release de um servidor clássico tem seu “quê” de novidade) e vejam que pode ser a receita para um “desastre”.

Tendo isso em conta, é certo afirmar que teve muito dinheiro investido no lançamento do Clássico e a Blizzard não pode se dar ao luxo de perder dinheiro, por isso eu prevejo dois cenários num futuro próximo após o lançamento oficial dos servidores Clássicos.
O pessoal vai abandonar o jogo por verem que realmente não é viável farmar feito um condenado (jogadores mais antigos) ou porque o jogo não correspondeu ao que eles imaginavam (jogadores mais novos). Por isso a Blizzard vai ter que tomar dois caminhos:

  1. A Blizzard vai, através de hotfixes, dar uma mexida na jogabilidade, principalmente no tocante a XP, drop rates, HP, dano, cura, etc. Assim, ela deixa o jogo mais atraente, menos massudo e, talvez com essas alterações, o pessoal tope jogar. Vai perder a essência? Vai. Mas pelo menos a empresa não vai perder (tanto) dinheiro;
  2. A Blizzard se manterá fiel à filosofia e gameplay do Vanilla, galera abandona o jogo pelos motivos que já falei e a Blizzard “larga a mão” dos servidores, mantêm eles com um suporte mínimo e vira o foco totalmente para o “retail”. Até porque não seria a primeira vez que eles fariam algo nesses moldes.

Claro que tudo isto é a minha opinião (que na maioria das vezes é pessimista), baseada nas minhas visões e em generalizações – até porque eu espero estar bem errado nestas minhas “previsões”. “Ah mas você não gosta de ter  razão, Kfour?”. Gosto, mas agora eu quero estar muito enganado, porque a Blizzard deu a entender que caso o Classico seja um sucesso, eles podem vir a adicionar as expansões subsequentes (The Burning Crusade e Wrath of the Lich King). E o WOTLK eu faço questão de jogar!

Thrall e Saurfang

IMPORTANTE: Se tu é daquelas pessoas que ainda não viu a cinemática, clica aqui, porque vai ter spoiler – você foi avisado(a).

Semana passada também foi o lançamento da nova cinemática de WOW, na qual vemos Saurfang “visitando” Thrall. Nessa cinemática pudemos ver o Saurfang chegando em Nagrand na suposta casa de Thrall, o eremita. Depois de um papinho legal, Saurfang fala que a Horda tá toda escangalhada (meio que dando a entender que o Thrall tem culpa no cartório, de certa forma), Thrall fala que não é nenhum salvador e que não tem interesse em ser Warchief novamente, Saurfang fala que não pediu isso e, do nada, duas Rogues (Ladinas) tentam assassinar ambos. Saurfang dá one-hit KO numa delas e um fatality em outra. Thrall fica pistoleta, falando que Saurfang foi seguido, quando ele admite que ele é que estava seguindo as ladinas. Thrall entende que ele estaria ferrado, bota um machado nas costas e entra na queue. Resumão dos rumões.

Thrall na cinemática Safe Haven (Porto Seguro).

Agora vamos divagar sobre a cinemática. Primeiramente, é legal ver a Aliança full pistola porque ultimamente, as cinemáticas do Saurfang têm roubado a cena. Não há preço que pague as lágrimas da Aliança, principalmente quando são lágrimas de raiva mesmo.
Em segundo lugar, Thrall não usou, uma vez sequer, a ajuda dos Elementos. Tudo bem que o confronto foi rápido, mas ele poderia ter usado esse recurso. Isso pode nos indicar que a sua conexão com os Elementos ainda está, de certa forma, prejudicada.
Em terceiro lugar, Thrall tinha/tem a cabeça a saldo. Duas ladinas Undead, em Nagrand de Outland (Terralém) atrás de um Orc nunca é bom sinal. Provavelmente, após a prisão de Baine, Sylvanas esteja desconfiada de um motim/golpe no seio da Horda e decidiu atacar alvos estratégicos. Saurfang está na lista negra desde o começo e, ao lado dele, o outro Orc mais influente é Thrall, principalmente pelo fato dele já ter sido Warchief. Certamente Thrall tem mais apoio que Sylvanas e isso a deixa preocupada. No livro “Before the Storm” pudemos ver que ela já tinha essa preocupação (de revolta popular) com o seu próprio povo. No livro, foi descrito que mesmo entre os Undeads ela não era unanimidade e isso a preocupou. Então essa preocupação não é de hoje (e parabéns à Blizzard por fazer um paralelo entre os livros e o in-game). A tentativa de Sylvanas de se manter intocável no seu posto é clara e ela vai fazer de tudo para que isso seja possível – nem que para isso ela tenha que destruir a “concorrência”.
Como já tinha sido divulgado em datamining e posteriormente apresentado no PTR, Thrall está de volta e essa cinemática só nos demonstrou o porquê dele ter voltado. Tudo indica, como eu já disse no meu texto sobre o 8.2, que a próxima expansão terá presença dos Elementais e ninguém melhor que Thrall, líder do The Earthen Ring (Harmonia Telúrica) para ajudar Azeroth nessa nova missão. Mas agora fica o questionamento para vocês:
Quem vocês acham que vai liderar a Horda na próxima expansão?

  1. Sylvanas vai continuar na liderança da Horda, contra tudo e contra todos;
  2. Saurfang vai liderar a Horda e Thrall ficará mais dedicado a controlar os Elementos e liderar facções neutras (como a Harmonia Telúrica);
  3. Thrall vai liderar a Horda por clamor coletivo;
  4. Outro personagem vai liderar a Horda. Quem?

A minha opinião vocês já sabem Baine será o líder da Horda após a rejeição de Thrall e a morte de Saurfang.

Mas quero saber a opinião de vocês! Digam o que acharam das novidades, o que vocês acham que vai acontecer no futuro e o que pensam do meu rage neste texto!